#ObrigadoAosProfessores

E foi assim…
De repente, o mundo parou. Parou numa agitação assustadora, por causa de um vírus que nos fez repensar o modo de viver. O nosso léxico desabituado a velhos/novos termos viu-se inundado de confinamentos, isolamentos, máscaras, quarentenas, síncronas, plataformas, videoconferências… as televisões transformaram os noticiários em funéreos momentos… pais e filhos, avós e netos aprenderam a amar nos olhares e nos sorrisos, porque, por proteção, os abraços estavam fora de questão.
A sociedade sobressaltou-se com uma nova realidade: o fecho das escolas. As aulas presenciais foram suspensas e o isolamento afastou professores e alunos. O pânico por parte dos pais instalou-se, mas estes souberam (na sua maioria) dar uma resposta à altura. Os alunos mostraram-se preponderantemente responsáveis.
E os professores, essa classe nem sempre bem-vista e compreendida? Muitos duvidaram da sua capacidade, do seu profissionalismo. Os professores, por seu lado, alarmados com o repentismo das mudanças, tiveram de se reinventar, de reinventar as suas práticas pedagógicas. De um momento para o outro o PC passou a ser o seu local de trabalho e os horários descontrolaram-se. À beira de um ataque de nervos, e exaustos à custa do E@D, os professores nunca baixaram os braços, nem se escusaram às suas obrigações. Tudo isto para dar resposta ao necessário: levar a escola aos alunos. Não aguardam por medalhas, louvores ou estátuas, mas por ser essa a missão que os move. Esperam apenas o reconhecimento do seu trabalho e um singelo obrigado.

Um bem-haja a todos os professores!

O professor, José Amaral