Parlamento dos Jovens na Secundária

3.º Ciclo: Parlamento dos Jovens Nascer e viver em democracia   No ano letivo de 2021-2022, o Parlamento dos…
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3.º Ciclo: Parlamento dos Jovens
Nascer e viver em democracia

 

No ano letivo de 2021-2022, o Parlamento dos Jovens reapareceu em força e com grande empenho dos alunos. Formaram-se várias listas e os alunos do ensino básico fizeram um bom trabalho com recurso à pesquisa, ao debate e à divulgação de ideias sobre o tema “Que estratégias para combater a desinformação”.
Com a circulação das Fake News todos podem ser afetados! Há vários exemplos de pessoas e empresas que sofreram inúmeras consequências devido às notícias falsas.
A lista vencedora apresentou três medidas que foram discutidas em sessão escolar e levadas à sessão distrital. Resumidamente, consistiam no seguinte:
Medida 1 – Realização de palestras para consciencializar a sociedade sobre as Fake News, como identificá-las e combatê-las.
Muitas das Fake News são espalhadas porque muitas pessoas não distinguem as notícias falsas, das verdadeiras. A realização das palestras de carácter voluntário, sem custos e com recompensas para quem o fizesse em regime de voluntariado (por exemplo, os estudantes, contribuiria para melhorar o currículo e seria bonificado na avaliação escolar, ou na atribuição de bolsas de estudo).
Medida 2 – Promover a utilização dos canais digitais das instituições públicas, como escolas e autarquias, de forma a passar informação objetiva e credível.
Isto é pretende-se que sejam publicadas notícias, nos canais digitais, principalmente notícias municipais, mas também notícias nacionais. Para assim haver menos desinformação e locais mais seguros para a população ir procurar informações.
Medida 3 – Proibir contas automatizadas (geridas por robôs), banir contas que não sejam compatíveis com a capacidade humana, as empresas deverão requerer dos responsáveis pelas contas que confirmem a sua identificação, inclusive por meio de documento de identidade.
O que se pretende com a medida é eliminar ou reduzir ao mínimo a intervenção desses robôs na propagação de Fake News, o que entendemos conseguir-se através da obrigatoriedade de identificação pessoal dos responsáveis pelas contas.
O ensino básico muito bem representado na sessão distrital, que ocorreu no nosso vizinho concelho de Castro Daire, por André Monteiro Lobão e José Sala, dignificou o trabalho desenvolvido e apresentou medidas muito concretas que foram bem aceites e valorizadas pela discussão que envolveu todos os participantes. Estão de parabéns pelo empenho e pela forma como representaram a escola. A grande adesão dos alunos do ensino básico permitiu o aparecimento de duas listas e um aceso debate do tema recomendado.
Parabéns para todos porque enriqueceram a democracia com o vosso contributo.

A Coordenadora, Delfina Veloso

Ensino Secundário: Parlamento dos Jovens
Viver e questionar a democracia

 

O Parlamento dos Jovens teve no ensino secundário um desenvolvimento muito interessante e reapareceu em força e com grande empenho dos alunos. Formou-se uma lista e os alunos fizeram um trabalho de muita qualidade com recurso à pesquisa, ao debate e à divulgação de ideias sobre o tema “O impacto da desinformação para a democracia”.
A lista vencedora apresentou três medidas que foram discutidas em sessão escolar e levadas à sessão distrital. Resumidamente, a recomendação consistia no seguinte:
A desinformação é um problema gravíssimo que afeta todo o processo democrático das civilizações modernas: Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, num estudo publicado em 2018, pela revista Science, as “Fake News” espalham-se 70% mais rápido que as notícias verdadeiras.
Sendo assim, combater a desinformação e garantir a fiabilidade científica do conhecimento são valores essenciais, garantindo sempre a liberdade de expressão associada a opiniões, críticas e revisões previstas no próprio método científico.
A criação de uma plataforma online, interuniversitária e voluntária, disposta a filtrar relatórios e esclarecer dúvidas da população e dos jovens, procedendo à averiguação de notícias veiculadas nos media, seria um excelente método de combate à desinformação a médio e longo prazo.
Outra solução passaria também pelo reforço da sensibilização relativamente ao tema da desinformação nas escolas, através da disciplina de Educação para a Cidadania.
A nossa ideia passa por promover um concurso a nível nacional que consiste na elaboração de um anúncio relativo ao tema da desinformação, sendo eleito um vencedor que teria o anúncio publicado em sites comunitários. Caso houvesse financiamento suficiente, este anúncio poderia ser também divulgado em plataformas digitais privadas.
Por fim, concordámos que é necessário a criação de leis que previnam as “Fake News” e o seu impacto associado. Para isso, propomos a criação de uma legislação que obrigue, legalmente, em Portugal, a que empresas que controlem motores de busca na Internet. Contudo, é necessário que o motor de busca não bloqueie garantindo sempre as liberdades individuais previstas na Constituição.
Combater a desinformação, recorrendo a métodos democráticos e cívicos e jamais a métodos autoritários, acaba sempre por ser uma tarefa árdua. No entanto, acreditamos que estas medidas são parte da solução tão procurada. E é esse o objetivo que a que nos propomos: Desenvolver uma Sociedade Informada e Livre para Informar!
Internamente, estas ideias foram debatidas em vários momentos, divulgadas na comunidade escolar e bastante discutidas na sessão escolar, muito animada e participada.
Os deputados efetivos eleitos, Bruno Oliveira e Juliana Pinto com a participação do suplente Tiago Lobão representaram o Agrupamento de Resende na sessão distrital realizada em Viseu.
Através do debate e da exposição de ideias de forma convicta e esclarecedora, os nossos alunos conseguiram envolver todos os presentes que mostraram por várias formas a simpatia pela mensagem que levamos junto de um grupo muito alargado em representação das escolas do distrito.
Da sessão saiu um projeto de recomendação e medidas concretas que o distrito levou à sessão nacional a realizar na Assembleia da República e que teve um grandioso contributo dos nossos alunos.
Chegados ao final do ano e em jeito de balanço queremos deixar aqui uma mensagem de agradecimento aos alunos que aderiram ao Programa, dinamizaram atividades e deram um contributo muito positivo para um exercício real da democracia e valorizaram o projeto educativo e formativo do Agrupamento que, através dos seus dirigentes, deu o apoio necessário a uma participação honrosa e dignificante.
Bem hajam.

A Coordenadora, Delfina Veloso

Agrupamento